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“Mulher, a paixão te arrastará” — quando Deus castigou o Amor (parte 1)

Relacionamentos infelizes: as mulheres caem neles, e insistem no erro.
Relacionamentos infelizes: as mulheres caem neles, e insistem no erro.

A partir do momento em que grande parte das relações amorosas não são fruto de um processo maduro, o Amor está condenado. E aqui vai a conclusão polêmica: investigando e refletindo sobre os casos de fracasso nos relacionamentos, a maior parte dos problemas tem origem na mulher: mais especificamente, nos mecanismos inconscientes que ditam como a mulher escolhe seus “parceiros”.

O que eu faço com esses números?

Qualquer pesquisa no Google pode mostrar as estatísticas sobre casamento, ou melhor, divórcios. As pessoas estão se casando cada vez mais tarde, e isso deveria ser bom, ao meu ver. Mas parece que não está funcionando, já que essas mesmas pessoas estão se divorciando cada vez mais jovens — ou seja, os casamentos continuam a durar cada vez menos.

Porém, imagino eu que olhar estatísticas acaba sendo mera curiosidade. Afinal, entre nossos parentes, amigos, vizinhos e conhecidos, quantos relacionamentos, oficializados ou não, são realmente felizes? Quantos namoros, casamentos ao nosso redor pareciam estar bem, para terminar de maneira inesperadamente melancólica, como o mais medíocre dos relacionamentos? E o que garante que aqueles poucos que parecem felizes não entrarão em breve para a lista dos que apenas escondiam sua fragilidade? E mesmo que o relacionamento não se acabe oficialmente, mas dá origem a algumas situações inusitadas como “trazer a amante pra dentro de casa”.

Aliás, por falar em estatísticas, por favor, EU SEI QUE EXISTEM EXCEÇÕES, então não vou ficar repetindo isso toda vez que eu disser “as mulheres” nesse artigo. Se você é uma exceção, não é de você que estou falando. O problema é exatamente a “regra”, é ela que estou discutindo aqui.

A quem (não) se destina este artigo!

Este é um artigo polêmico, então vamos evitar o máximo de mal-entendidos: este não é um artigo de julgamento!!! Uma pessoa é feliz sem um relacionamento fixo? Ótimo pra ela! É feliz com um relacionamento aberto? Ótimo também! É bissexual, polígamo, freira, solteiro, eunuco, garota de programa, cafetão, padre (desde que não seja pedófilo), … e tem uma vida feliz, ou ao menos satisfatória? Ótimo! Eu não estou aqui pra julgar a forma das pessoas se relacionarem ou impôr um modelo de relacionamento! Uma pessoa que é feliz sem causar infelicidade a outros não tem que ser julgada por nada.

O problema começa quando as pessoas NÃO estão felizes. Se você está “seguindo o seu coração”, se age do modo que pensa ser o certo, buscando aquilo que deseja — no caso deste artigo, um casamento –, e as coisas sempre terminam mal e você continua infeliz, então… talvez seja hora de parar e refletir… talvez seja hora de aprender algo novo!

(lembrando que felicidade não é rir o tempo todo como um Sílvio Santos, mas sim digamos, uma satisfação madura, uma força e um estado que promove uma vida de qualidade, que nos faz construir momentos felizes com o que temos a mão e suportarmos melhor os momentos ruins — não é fácil definir felicidade com palavras).

Eu estarei focando em relacionamentos heterossexuais de longa duração, porque é o meu universo (ou seja, não é por menosprezo ou preconceito a outras formas). Se o que eu disser valer para outros tipos de relacionamento, fique à vontade para adaptar ao seu caso.

O quadro

Então o quadro que vou analisar é: com base em dados empíricos, sei que tem mulher, muita mulher, que deseja ter um homem para viver um amor… e dizem que não encontram. Ao menos é o que elas dizem para os terapeutas e psiquiatras. Mas quando um homem as procura, elas dizem que estão namorando, ou não estão a fim de ninguém (isso é conversa, todo mundo sabe, são as desculpas mais esfarrapadas que existem). E quando têm alguém, vivem reclamando, sendo traídas, tratadas como lixo, infelizes, mas não conseguem botar a cabeça pra funcionar e partir pra outra. Isso quando não colocam a própria vida e dos filhos em risco, com um sujeito beberrão, violento e irresponsável. Muitas vezes a razão para não se “partir pra outra” é simplesmente a incapacidade de raciocinar e enxergar que esse relacionamento não vai dar em nada. Sem falar naqueles casos de “casa-e-separa” que a gente fica só observando… Ou ainda os casos mais trágicos, envolvendo golpes, violência, estupro, assassinato etc.

Alguns podem dizer que estou “culpando a vítima” aqui, mas não é este o tema do artigo. É óbvio que pessoa nenhuma tem o direito de aplicar golpe, usar de violência física ou verbal, estuprar ou atentar ao pudor e muito menos assassinar ninguém. Isso não se discute. E também existem, ou devem existir, casos onde, por algum motivo desconhecido ligado à natureza humana, uma pessoa normal perde a lucidez por um instante e comete uma estupidez sem tamanho, e nunca mais na vida repetirá tal absurdo. Perdão é grandioso. O que eu questiono aqui, e quero deixar claro, é como pode uma mulher continuar ENVOLVIDA EMOCIONALMENTE com a outra pessoa nestes casos; como se este ser violento, estúpido e desumano, e que não dá a mínima demonstração de que vá mudar algum dia, fosse a pessoa mais maravilhosa do universo; sendo que esta relação está simplesmente destruindo com a vida dela mesma!

Existe aquela brincadeira de que Deus fez a mulher bela para que os homens gostassem dela, e a fez burra para que ela, por sua vez, gostasse dos homens. Não sei se toda brincadeira tem um fundo de verdade, mas essa tem. Porque mesmo as mulheres mais inteligentes e conscientes que já conheci, sempre se comportaram como as mais estúpidas e fúteis quando o assunto é escolher um homem para se relacionar.

Bom, como eu estou no grupo dos que não são beneficiados por essa situação, seria inevitável começar a pesquisar como essas coisas funcionam. Então, vamos lá.

Ciência e Bíblia

Pra vários assuntos, eu acho que Ciência e Religião convergem, mesmo que seja necessário adaptar ou interpretar as ideias de um dos lados. Com relacionamentos não é diferente.

Religião: Gênesis

Tenho para mim que, independente de ser ou não um relato literal, o início do Gênesis soa como uma fábula, um mito (não estou falando com sentido pejorativo) como de Prometeu, Set, Pandora ou Tiamat. Uma compilação da sabedoria judaica, uma forma poética de explicar a realidade. Imagine uma criança perguntando: “vovô, por que a serpente se arrasta no chão?” (Gn 3, 14), “vovô, por que o papai tem que sair pra trabalhar todo dia?” (Gn 3, 17). Então o sábio vovô diz: “vem cá, vovô vai contar uma estória…”

(reforçando, quando digo que o início de Gênesis soa como mito, não digo de forma pejorativa. Os mitos eram como a Humanidade expressava suas ideias e entendimentos antes do surgimento da Filosofia, que só foi se dar na Grécia Antiga muito mais tarde. Qualquer produção cultural de qualquer povo antes disso se daria na forma de mitologia)

Ao que tudo parece, os primeiros judeus também percebiam que as mulheres ao seu redor pareciam assexuadas na maior parte do tempo, e entãããão, de repeeeente, num paaaasse de mágica, se entregavam perdidamente para alguém que ninguém nunca viu mais gordo. E, coincidentemente, o cara mais cafajeste das redondezas e, mais coincidentemente ainda, aquele que mais tinha mulheres nele interessadas. Escolher alguém para um relacionamento é algo sério, mas as mulheres além de não agirem assim, ainda tentam justificar com frasezinhas do tipo “ai ninguém manda no coração” — então tá né, só que depois não vá chorar pro seu psiquiatra ou pro seu “amiguinho” quando der errado.

Quando Deus condena a mulher a ser escrava de seu instinto, desfere um golpe mortal no Amor maduro e consciente
Quando Deus condena a mulher a ser escrava de seu instinto, desfere um golpe mortal no Amor maduro e consciente

Quer dizer, na grande maioria das vezes que uma mulher tem um sentimento assim por um homem, parece que ela foi arrastada pela paixão. Ser arrastada também é a metáfora perfeita para os casos (que EU conheço, pessoalmente) de mulheres que se arrastam, até geograficamente, pelos seus “lindos e maravilhosos amados”, sem qualquer justificativa racional para isso. Você mesmo, mulher, já deve ter visto ou passado por isso, se arrependido profundamente de se arrastar por alguém que, depois do “sentimento”, você mesma viu que não valia tremendo esforço.

Por isso o título do artigo, referindo-se a punição que Eva recebe em Gn 3, 16 por causa do fruto proibido: “A paixão te arrastará para o teu marido, e ele te dominará.” O autor da estória colocou ali nada mais do que a constatação do que já acontecia naqueles tempos, e acontece até hoje.

Ok, já sabemos que as coisas são assim. Agora aquela pergunta básica: por quê?

Ciência: Psicanálise e o cérebro feminino

Eu sei que existem mulheres que simplesmente se deixam levar e depois tentam, gaguejando e vacilando, justificar suas ações; enquanto outras ao menos param para analisar e entender porque essas coisas acontecem. E é para o segundo grupo que me dirijo.

Para continuar, peço que tenham em mente o modelo básico da Psicanálise para a mente humana — e peço também que relevem as inexatidões, é uma explicação bem por cima só pra passar a ideia geral:

  • o id ou inconsciente, responsável pelas reações instintivas e preocupação com as necessidades fisiológicas (fome, frio, sexo, água…);
  • o alter-ego ou consciência, responsável pelo nosso comportamento e responsabilidades sociais (família, trabalho, leis e regras, reputação, ética…);
  • o ego ou sub-consciente, componente que balanceia as necessidades do id e do alter-ego;

O importante aqui é considerarmos que todos temos uma parte inconsciente (e uma sub-consciente) dentro de nós, que nos faz agir segundo instintos “pré-programados”; e onde “energias” vindas de experiências boas e ruins ficam guardadas secretamente, invisíveis para a nossa consciência.

Então o que acontece é que homens e mulheres têm um instinto pré-programado que dirige seu comportamento sexual e relações amorosas. É claro que podemos influir em alguma coisa usando nossa consciência, mas em todo caso a “orientação básica” está lá, no inconsciente. E pasmem parte das feministas: homens e mulheres são diferentes! Não em valor, um não vale mais que o outro. Estou falando de estrutura mental.

Homens e mulheres são diferentes. Vivem em mundos distintos,  com valores diversos e sob regras muito diferentes. Todo mundo sabe disso, mas poucos o admitem. Nos países ocidentais, cerca de 50% dos casamentos acabam em divórcio, e os relacionamentos mais sérios não duram muito. Homens e mulheres de todas as culturas, credos e raças vivem em constante duelo com seus parceiros por causa de opiniões, comportamentos, atitudes e crenças (A. PEASE; B. PEASE, 2000, p. 13).

Um padrão que podemos observar facilmente é que a mulher é muito mais seletiva que o homem, quando se trata de sexo (com sentimentos ou não). A mulher é tão seletiva que, para a maioria dos homens, ela até parece assexuada. Isso tem sua razão de ser: quem vai carregar o bebê no ventre e dar a luz é a mulher, não o homem. Lembrando que tudo isso é inconsciente, ela não decide racionalmente essas coisas; a mulher se comporta assim e pronto, é dessa forma que o instinto sexual feminino trabalha. Por isso a mulher tem uma facilidade enorme de tratar a maior parte dos homens a sua volta como cachorrinhos castrados. Em compensação, quando ela encontra “aquele” macho, aaahhh!… aí ela pode ser tão ou mais fogosa que qualquer homem.

Quer mais uma prova do que estou falando? Faça o seguinte experimento: selecione 10 mulheres ao acaso e faça-as passar em frente a uma construção, na hora de almoço dos trabalhadores. Eu diria que, no mínimo, 60% delas vai ser cantada por pelo menos 3 trabalhadores. Agora inverta, selecione 10 homens ao acaso e faça-os passar por uma situação análoga. Posso afirmar que o percentual de homens que atrairá a atenção de pelo menos 3 mulheres será muito, muito menor.

Esta sugestão de experimento me faz pensar em todas as vezes em que vi mulheres reclamando de assédio, pessoalmente ou na internet. Não que eu ache correto que o assédio chegue ao ponto da coerção. Mas o que eu imagino é quantos homens no mundo passam pelo mesmo problema. Ou se eu acharia ruim receber uma cantada por semana na rua… acho que ficou clara a diferença.

Homens, mulheres, amor e sexo: algumas considerações

Ao contrário da mulher, um homem pode ser forçado pelo seu instinto a olhar até mesmo um manequim de plástico com formato feminino. Digo isso porque as mulheres tendem a levar muito a mal quando um homem olha para outra mulher, nem que seja rapidamente. Isso não quer dizer que o homem em questão queira algo com a outra, isso é um comportamento inconsciente também (claro que tem uns que aproveitam né). Pode ser um rabisco feito a caneta: se for algo semelhante as curvas do corpo de uma mulher, chamará nossa atenção. E você, mulher, pode ter certeza que nós (ao menos a maioria de nós) não queremos transar com um manequim de plástico… ou um rabisco.

Relacionado com isso, está o fato de que o homem não é nem de longe tão seletivo (chato, enjoado, nojento, fresco) quanto uma mulher. Para despertar a atração de um homem, basta que a mulher se pareça com uma mulher, algo que não é muito difícil. Como o instinto delas se atrai por poucos homens, quando surge essa atração, pronto: “buuuumm! tem que ser esse! ai que lindo que perfeito que tudo! ai esse é o meu macho!”. E então, a paixão as domina e as arrasta. Também é por isso que elas entendem tão mal quando uma mulher chama a atenção de seu homem, mesmo que “de passagem”: elas acham que a nossa atração é sempre tão forte e decisiva quanto a que ocorre com elas.

Bom, até aqui pode ser que não haja grande novidade pra você que lê este artigo. A frase “homem não pode ver mulher” é sabedoria popular :) Enquanto que a recíproca só é verdadeira para alguns poucos sortudos. Porém, a ideia que justifica a escrita deste artigo, e que pode dar uma reviravolta no pensamento de muita gente, vem agora. Pois essa seletividade e essa devoção da mulher por um “escolhido” são vistas geralmente como pontos positivos, no que se refere ao compromisso, ao sentimento, à fidelidade, a um relacionamento sério bem-sucedido; às vezes é tida até como a definição do próprio Amor; e o contrário para o homem. E para os homens que “não estão nem aí”, realmente faz sentido. A coisa vai mudar de figura quando consideramos apenas aquelas pessoas com um “Q” a mais, aquelas que não estão no mundo apenas para reproduzir. Aquelas cujo senso crítico despertou-as para a análise de si mesmas e do mundo, e que normalmente procuram por uma pessoa semelhante para um relacionamento – ou seja, algo mais do que somente atração e sexo.

Entre seres pensantes

Mesmo que para um cafajeste o instinto masculino seja sinônimo de diversão, para um homem responsável trata-se apenas de um fator na “escolha”. Para nós, uma mulher atraente — mesmo que nos faça virar a cabeça por 2 segundos para olhá-la — é apenas uma mulher atraente. Uma mulher da bunda grande é só uma mulher da bunda grande. Uma mulher inteligente é uma mulher inteligente, uma mulher simpática é uma mulher simpática e assim por diante. Um homem inteligente sabe separar muito melhor as coisas que um homem que vive pelo instinto, ou uma mulher de qualquer dos dois tipos. Termos mais opções que agradem nossos instintos deixa mais fácil para o consciente trabalhar e escolher alguém dentre elas que nos agrade em outros aspectos.

Em resumo: para um homem pensante, digamos assim, o fato de acharmos atraentes boa parte das mulheres não faz de nós cafajestes, automaticamente. Pelo contrário, isso apenas deixa o nosso consciente também participar da escolha. Enquanto que, mesmo para uma mulher inteligente e consciente, é muito difícil que essa inteligência e consciência influa na escolha, pois, por causa da alta seletividade do instinto, ela é praticamente obrigada a seguir o que é ditado por ele. É por isso que elas…

Escolhem demais… e desastrosamente mal

Pois é. Salvo nossas queridas exceções, os homens escolhidos para um relacionamento “sério” são os piores pra isso – segundo os critérios delas, não os meus. Afinal, não sou eu que fico chorando quando descubro que fui traído pela décima vez, ou quando levo um soco na cara na frente dos filhos. Quero crer que, se uma mulher deixou de namorar os 40 caras solteiros que estão a fim dela pra ficar exatamente com aquele que ela descobre ser comprometido, é porque ela achou que ele fosse solteiro (embora o que tem de maria-aliança por aí…). Ou seja, imagino que ser infiel, violento e não estar disponível NÃO façam parte das características desejadas para um relacionamento sério, e se a descoberta tardia de que o escolhido não preenche algum deles causa decepção, isto quer dizer que não sou eu quem estou ditando esses requisitos…

Acho que vou terminar a primeira parte deste artigo por aqui, que já está grandinho né.
Vou deixar pra falar dos machos-alfa na parte dois.
Até lá,
um ser pensante