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Visão de Mundo parte V: Zeitgeist — mentiras são o espírito do nosso tempo

Quanto mais investigamos sobre o que achamos que sabemos — de onde viemos, o que achamos que estamos fazendo — mais começamos a compreender a que estamos submetidos. (…) Quanto mais você se educa, mais compreende as origens de tudo: tudo se torna mais óbvio e começa-se a ver mentiras por todos os lados.

Zeitgeist, Espírito do Tempo

Documentário - Zeitgeist The Movie
Zeitgeist, O Espírito do Tempo

“Zeitgeist” é uma expressão alemã usada para designar a cultura ou conjunto de conhecimentos (o “espírito” – geist – semelhante ao ghost inglês) que caracteriza um período de tempo (era ou época). Reforço o alerta: o conteúdo deste documentário é bastante polêmico para quem ainda não está familiarizado com os temas. Portanto, prepare-se para assisti-lo com atenção e com a mente bem aberta — nosso cérebro tem a tendência de ignorar, sem que percebamos, informações que entrem em conflito com o que estamos acostumados a considerar como verdade. Imagino que, se você chegou a este ponto da série, é bem mais provável que o documentário esclareça dúvidas e faça informações soltas se encaixarem do que ele lhe causar uma reação negativa. Mas fica o aviso.

Documentário Zeitgeist – Acordando para a realidade

Ok. Após um início que parece querer passar uma mensagem do tipo “ACORDEM, PORRA!!!!” ou algo parecido, “Zeitgeist, Espírito do Tempo” divide-se em três partes:

  1. “The greatest story ever told”
    (“A maior estória já contada”):

    sobre o uso da religião por pessoas e grupos poderosos como ferramenta de manipulação e controle social.
  2. “All the world’s a stage”
    (“O mundo todo é um palco”):

    sobre o ataque às torres gêmeas do World Trade Center nos EUA, o conhecido “11 de setembro”
  3. “Don’t mind the men behind the courtain”
    (“Não ligue para os homens atrás das cortinas”):

    quem está comandando essa porcaria toda afinal?

Eu não sei o que Deus é, mas eu tenho certeza do que Ele não é

Parte 1 – A maior história já contada

Apesar de ter muitas partes aproveitáveis, como a frase acima, na minha opinião esta parte do documentário é mais pretensiosa do que relevante. Sendo eu um agnóstico livre, não costumo levar a sério vídeos, notícias, livros, ou o que seja, com títulos do tipo “A verdade sobre…” ou coisa parecida quando o assunto é religião, teologia, teoria da Evolução ou semelhantes.

Mas enfim. O tema desta primeira parte é religião, mais especificamente o Cristianismo. Começando com um trecho extremamente sarcástico — e divertido, se você não se ofender — de uma apresentação do comediante George Carlin, sobre as contradições das idéias religiosas e suas instituições, são apresentados diversos argumentos em favor da teoria de que o Cristianismo e a Bíblia nada mais são do que uma mescla de tradições antigas (consequentemente, pagãs), especialmente as egípcias. Isso pode ser verificado por supostas semelhanças entre muitos fundamentos de ambas as religiões, e o compartilhamento de referências ou inspirações astrológicas. Isso derrubaria o Cristianismo da sua posição de Verdade Absoluta para a categoria de mito.

Vou adiantar uma das argumentações pra vocês. Segundo o documentário, existem inúmeras religiões antigas ao Cristianismo, de civilizações já extintas, que compartilham da estória do nascimento de um salvador, que ressuscitaria três dias após a sua morte. Ainda, creio que todos se lembrem das passagens falando dos três reis magos que seguiram uma estrela para adorar o bebê, nascido em 25 de Dezembro. Bem, segundo o documentário, esta sequência de acontecimentos é “completamente astrológica”. O que acontece?

Os Três Reis seguindo a estrela em direção ao nascer de Jesus

Bem, as religiões antigas adoravam o Sol, afinal, pensando como um ser humano há 6 mil anos atrás, seria a primeira coisa misteriosa e digna de reverência que eu veria na minha frente. Com o tempo, todos os astros no céu foram se transformando em personagens — um grande exemplo disso são as constelações — e ganhando estórias sobre eles. Assim teria sido também com Jesus Cristo, que, no caso, representaria o Sol. No dia 25 de Dezembro, a estrela Sírius fica alinhada com uma constelação conhecida no hemisfério norte como “The Three Kings” (Os Três Reis — no Brasil essas estrelas são chamadas de Três Marias). E este alinhamento aponta exatamente para o local do nascimento do sol naquele dia. Ou seja, são os três reis magos seguindo uma estrela (Sírius) até o nascimento de Jesus (Sol). Que coisa não?

Mas como eu disse, isso é o de menos. Apesar destas curiosidades, facilmente refutáveis por qualquer teólogo cristão, o que há de mais importante pra mim neste documentário são os argumentos que transmitem a seguinte mensagem:

Linhas de pensamento, científicas, políticas, filosóficas ou religiosas, independentemente de serem ou não verdadeiras, podem ser, foram e são usadas para controle e manipulação social, por pessoas inescrupulosas interessadas em manter a sua posição de poder. Este uso provavelmente inclui deturpações sobre a linha de pensamento original.
(se for citar essa frase em algum lugar, coloque um link para este blog, ok? rs!)

E com este argumento central, posso transcrever abaixo a excelente transição desta parte do documentário para a próxima:

[Em se tratando de religião, na maioria das vezes] Não há espaço para discussão. Quando alguém tem o mal gosto de trazer à tona um questionamento sobre a história sagrada [em questão], os guardiões da fé não entram na discussão. Eles o ignoram, ou o acusam de blasfêmia.
(Por acaso isso soa familiar pra você?)

Parte 2 – Política mundial, um grande palco

É errado, blasfêmico e pecaminoso da sua parte sugerir, implicar ou ajudar outras pessoas a chegarem à conclusão de que o governo dos Estados Unidos matou 3.000 dos seus cidadãos

Questionar a versão oficial do 11 de setembro é uma blasfêmia — muito conveniente!

Parece que nem todo mundo achou que “Farenheit 11/9” era uma simples teoria da conspiração inventada por Michael Moore. Esta segunda parte do documentário é um verdadeiro massacre de imagens, depoimentos (incluindo arquitetos e engenheiros do World Trade Center), documentos, entrevistas e outras evidências de que a conclusão oficial das investigações sobre o “ataque terrorista” é uma grande palhaçada. Mas o que foi feito com aquelas 3.000 pessoas está longe de ser.

Bem, encobrir sujeiras parece ser uma tradição na história deste país infame. Jimmy Hoffa e John Fitzgerald Kennedy são só mais dois exemplos. Olha, sinceramente, se depois de assistir este documentário, você ainda achar que a queda das duas (na verdade três: a torre 7 também “caiu” — você sabia dessa?) torres do WTC foram um ataque terrorista da Al Qaeda…

Ok, ok, eu não duvidaria do engenheiro do WTC, mas não vou julgar. Afinal, quem seria tão louco a ponto de, sendo presidente de um país, matar 3.000 de seus próprios cidadãos, e de lambuja destruir uma construção importante do próprio país? Adolf Hitler?

Se o avião atinge o WTC por cima, por que tem fumaça embaixo?
Se o avião atinge o WTC por cima, por que tem fumaça embaixo?

SIM! Adolf Hitler mandou a SS queimar o próprio parlamento, acusou os comunistas de terrorismo (soa familiar?), instituiu uma porção de leis que retiravam várias liberdades civis dos cidadãos usando a desculpa de combate ao terrorismo e saiu invadindo países mundo afora provocando a II Guerra Mundial. Sendo assim,  e seguindo o paralelo feito no documentário, é menos absurdo pensar que um presidente estadunidense mandasse derrubar as duas (são TRÊS, caramba!!!) torres do World Trade Center, acusasse alguma organização relacionada a países produtores de petróleo para poder invadi-los (como ele fez a ligação da Al Qaeda com o Iraque, não se sabe), e também aprovasse leis ditatoriais sob o pretexto de investigar terroristas. Que leis são essas? Ah, você não conhece o “Patriot Act”? Bem… assista o documentário e você verá como os Estados Unidos são um país democrático…

America has been sucked in one more time!
(Os EUA foram feitos de idiotas mais uma vez!)

E nós, aqui no Brasil, também.

Ok. Vou considerar que você assistiu esta parte do documentário e ao menos leva a sério a hipótese de que, no mínimo, tem muita coisa mal explicada na versão dos fatos apresentada pelo governo e pela mídia oficial. Ainda assim, você deve estar se perguntando: “Tá, eles fizeram isso. Mas eles quem? Só o Bush fez tudo isso? Em apenas um mandato presidencial, o custo/benefício de uma operação enorme dessas não seria muito pequeno?”. Sim, neste ponto do documentário, eu teria as mesmas dúvidas. Você deve concordar comigo que uma grande operação sugere um grande esquema de uma grande equipe.

Pois bem, passemos à terceira parte.

Parte 3 – Por trás das cortinas

Depoimento de John F. Kennedy, pouco antes de seu assassinato em 22 de novembro de 1963.

Senhoras e senhores,

A palavra “segredo” é repugnante
numa sociedade livre e aberta,
e nos opomos inerente e historicamente
às sociedades secretas,
juramentos secretos
e procedimentos secretos.

Opor-nos-emos,
em qualquer parte do mundo,
a conspirações monolíticas e rudes que,
sigilosamente, vão expandindo as suas esferas de influência,
usando infiltração ao invés de invasão,
subversão ao invés de eleição,
intimidação ao invés de liberdade de escolha.

É um sistema que tem aprisionado pessoas e recursos materiais, a teias bem construídas;
uma máquina suprema e eficiente que combina
operações militares,
diplomáticas, de inteligência,
econômicas, científicas e políticas.

As suas tarefas são escondidas, nunca publicadas.
Os seus erros são enterrados, nunca divulgados.
Os desacordos são silenciados, nunca enfatizados.
Nenhuma despesa é questionada, nenhum segredo é revelado.

Essa foi a razão pela qual o legislador grego Sólon declarou CRIME que um cidadão se acovardasse perante uma discussão.

Estou pedindo ajuda numa grande tarefa de informar e alertar o povo estadunidense, crente que com a sua ajuda as pessoas serão aquilo que nasceram para ser:

livres e independentes.

Este discurso é praticamente um poema. Os EUA são um modelo tão exemplar de democracia e liberdade, que o presidente mais sábio e mais humano que tiveram… foi assassinado. E eu dúvido que tenha sido por algum espião soviético.

O assassinato do presidente John Kennedy é um caso tão controverso e misterioso que creio exatamente ter sido este o motivo pelo qual Peter Joseph resolveu retirar este discurso na edição final do documentário. É compreensível, se entendermos que “Zeitgeist, Espírito do Tempo” foi concebido não para fazer especulações e ser uma simples “teoria da conspiração”, mas para mostrar fatos de tal maneira que não deixe margem para qualquer refutação. Porém, eu coloco este discurso aqui pois acho muito provável que JFK fora assassinado por estar se tornando muito perigoso aos interesses dessa “máquina suprema e eficiente” que combina tantos tipos de operações.

Nesta parte do documentário, você vai conhecer os homens por trás das cortinas, que operam esta “máquina” nos EUA (e consequentemente no mundo todo) desde o início do século XX. Revelações estarrecedoras sobre a Reserva Federal dos EUA, a participação do país nas duas guerras mundiais, a crise de 1929, as dinastias dos grandes banqueiros mundiais, como os Rockefellers, Rothschilds e Walburgs, a guerra do Vietnã, além de completar as argumentações sobre o 11 de setembro expostas no capítulo anterior. O papel da mídia nos atos deste grande palco também não escapa de pesadas acusações.

Prepare-se, será uma grande e estarrecedora aula de História… e talvez sobre o futuro.

Bem, caro ser pensante. Esta parte da série foi meio longa né? Eu demorei uma semana inteira pra fazer esse post. Ajeitar vídeos, figuras, legendas e textos não é coisa fácil… mas creio que tenha valido a pena. Espero ter sido útil.

Um abraço e até o próximo capítulo,

um ser pensante